Capítulo aleatório

O nome já diz tudo – mais um trecho.

Com foto ilustrando o que encontrei dias depois de sair de Santa Cruz.

Santa Caos

Santa Cruz de la Sierra foi fundada em 26 de fevereiro de 1561 por Ñuflo de Chávez que deu ao novo assentamento o nome, significando “Santa Cruz das Montanhas”  em homenagem a sua cidade natal, Extremadura, na Espanha.

Santa Cruz de la Sierra, conhecida por Santa Cruz, tem uma população de 1.594,926 de habitantes.

Estranho e coincidência ou não, enquanto escrevo, descobri que Santa Cruz é cidade irmã de…. rufem os tambores… Campinas! Sim, minha cidade natal, dá para acreditar? Eu acredito. Místico, não?

Enquanto cidades-irmãs, muy poco as duas compartilham, em qualquer aspecto imaginável. Começando com o tráfego. Se você acha que Campinas, ou São Paulo, tem um caos de tráfego, eu lhe convido para conhecer Santa Cruz e ver o que Caos realmente significa. Não demorou muito tempo, Thiago deu o apelido de “Santa Cruz de la Caos” e dias depois, La Paz como “La Caos”. Muito merecido, muito apropriado.

Suba a bordo e imagine isso: cada carro, e quero dizer cada veículo, carro ou não, tentando ir para uma direção completamente oposta já ocupada por outro carro tentando a mesma coisa, ir para outra direção. Cara, era realmente o caos. Filas sem fim não se movendo, as pessoas usando as buzinas a torto e a direito como se estivessem em uma orquestra desafinada. Sem falar que não havia semáforos de qualquer espécie! Mesmo quando haviam, não funcionavam! Eu não tenho analogias suficientes para descrever o trânsito da cidade. Palavras de surpresa e de espanto foram proferidas por nós dois, porque nunca tínhamos visto nada parecido – e agora, éramos parte de tudo aquilo. Então, Thiago começou a usar a buzina do Uno também. Muito barulhento.

Eu não tenho idéia de como não sonhei com o trânsito, ou buzinas. Buzinas eram muito valorizadas por essas bandas. Sem brincadeira.

Outra coisa, além de buzinas e semáforos, que vale a pena mencionar é como a polícia boliviana pode ser corrupta quando você é de fora. Pedágios (peaje) espalhados por todo o país, na entrada de cada cidade, e quando eles veem a placa do carro e constatam que você é de outro país significa lucro instântaneo para eles. É claro, eles cobram uma pequena quantia aleatória e que faz falta para eles, mas mesmo assim, não é justo. Eles apenas cobram de estrangeiros; os bolivianos têm passagem livre através do pedágio. Pelo menos, nós ganhamos carimbos. Muitos. Carimbos válidos apenas como souvenir, na verdade.

Santa Cruz alcançada, facilmente encontramos um hotel, o Suiza Hotel. Barato, limpo, café-da-manhã servido, bem ao lado de uma enorme praça bem cuidada, que também tinha um enorme prédio de biblioteca; mesmo sendo noite e a biblioteca fechada, podia-se ver que era um prédio bonito e bem cuidado também. Depois de deixar nossas coisas nos quartos, fomos para uma volta na praça e nas imediações. Cassinos, boates, muitos restaurantes, a vida noturna estava a todo vapor. De todas as coisas que vi andando na área, o que mais me chamou atenção foi seis BMW R1200GS enfileiradas em frente de um restaurante. Poderosas demais. Não todos saíram para caminhar, então voltamos para se reunir e ir jantar em algum lugar.

La Caos

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About Pedro Merigui

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