Capítulo Aleatório IV

 

Antes da   fronteira

Rio Paraguai: tradução literal do idioma Guarani é “Para”= de muitas variedades; “Gua”=, de, pertencente de ou algum lugar; “y”= água, rio ou lago.

Rio Paraguai corre pelo Brasil, Bolívia, Argentina e Paraguai, através de 2.621 quilômetros pelo Pantanal e pela cidade de Corumbá, entre outras.

E que rio é. Vegetação exuberante cercando por todos os lados, o rio deve ter não mais do que dois ou três quilômetros de comprimento. A água era um azul forte, escuro, reforçada pelo forte sol do meio-dia.

Havia um pequeno desvio de cascalho da rodovia principal, que pegamos para mais fotos e descanso ao lado do rio.

Não havendo tráfego indo e vindo, nós paramos novamente na ponte que atravessava o rio, para curtir a vista e… tirar mais fotos, é claro.

Corumbá ainda estava algumas horas à frente; paisagem cercada pelo cerrado entre montanhas e alguns platôs altos e esverdejantes, chegamos lá bem rápido.

A palavra Corumbá provavelmente vem do Tupi “kuru’mba”, significando “banco de cascalho”

Considerada a Capital do Pantanal, Corumbá era mais parecida com Três Lagoas e menos com Campo Grande ou Miranda, no sentido de ser construída de maneira plana, sem montes ou montanhas ou depressões e não espalhada, nada disso.

Nossos relógios marcavam meio-dia e nossos estômagos choravam de fome. Enquanto minhas primeiras impressões eram de que a cidade não erá muito grande, nossas incursões por ela provaram exatamente isso: não muito grande.

Direções dos nativos nos levaram a um bom restaurante, nada chique, mas tinha boa comida, então eu não estava reclamando. Frango, arroz e salada pedidos, comida leve novamente, pois estava um sol cruel lá fora. Muito cruel.

Conversando sobre o que faríamos em seguida e sobre legalidades fronteiriças, todos concordaram que seria tudo feito no dia seguinte, mesmo tendo tempo suficiente então, o que tínhamos; acordar cedo para atravessar a fronteira seria o melhor caso; aquela tarde seria para checagem das motos, especialmente a de Ivan. Enquanto Ivan e gangue ficaram uma oficina, Thiago e eu fomos a procura de algum lugar para passar a noite.

O primeiro lugar que encontramos foi um condomínio de quartos gerenciado por um japonês e sua avó, muito agradável mas não tinha quartos para todos mesmo com Henderson e companhia a muito terem se separado do nosso groupo (saíram de Miranda muito antes que nós: quatro da manhã para atravessar a fronteira e não nos encontraríamos mais pelo restante da viagem). Saímos para procurar outro lugar, o que não demorou muito. Um hotel muito bom, na verdade – O hotel. Era fantástico. Sem dúvida, o melhor de todos em que nos hospedaríamos. Imagine: o rio Paraguai era praticamente  o nosso quintal. Preciso dizer mais? Tudo bem: o preço da pernoite era o mesmo dos outros, o café-da-manhã era servido em duas mesas gigantescas, banheiros limpos, roupa de cama e cama limpos, paz e sossego e um pôr-do-sol incrível acima do nosso rio de quintal. O que mais poderíamos querer? Uma janta deliciosa e barato de carne e peixe em um restaurante perto? Tivemos isso também.

Saímos do hotel para contar ao restante do pessoal da nossa descoberta e logo, após a mecânica ter sido cuidada, nós voltamos ao nosso paraíso.

Depois de jantar, retornamos ao nosso santuário e conversar sobre o amanhã. Muitas fotos foram passadas para o computador, Ivan com o seu netbook.

E nós tivemos a nossa primeira briga.

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About Pedro Merigui

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